segunda-feira, 2 de junho de 2008

III Fórum Internacional de Mídia

Espetacular o III Fórum Internacional de Mídia do Rio de Janeiro, no MAM, dia 13/05/08. Muito bom mesmo: Local confortável, agradável e bem estruturado. Conteúdo atualizado, de qualidade e diversificado. Público abrangente e representativo do mercado. Já que sem patrocinadores não “rola” evento, registro o agradecimento a BandNews FM, Jornal O Dia, Rádio FM O Dia, Editora Globo, Turner e UOL (que em breve hospedará os vídeos das palestras).

Os estudos sobre geradores de tendências, seus disseminadores e seguidores, são a “tendência” de investigação e organização de segmentos de público para mapear novidades, comportamentos e opiniões de grupos que mais influenciam outros. Eles trazem uma excelente contribuição para o planejamento de comunicação, planejamento de mídia, desenvolvimento de novos produtos e serviços.

O estudo de tendências é o conceito de formadores de opinião ampliado e evoluído:

Ampliado - Sem restringi-lo somente ao conceito clássico de formador de opinião; público adulto, qualificado, membros da imprensa, do governo, empresários... Os formadores de opinião específicos de diferentes assuntos (música, artes, esportes, gastronomia, carros, moda, etc.) e comportamentos.

Evoluído – Sua divisão entre geradores e disseminadores de opinião, estabelecendo um processo estruturado de investigação, comunicação e multiplicação de informação.

O estudo de tendências vasculha o processo de formação de opinião da sociedade em diversos grupos de consumidores. Amplia, dá sentido e valoriza a segmentação no processo de comunicação. Reforça a tendência da segmentação das mídias. É conseqüência desse processo e ao mesmo tempo gerador dele.

O estudo de tendências valoriza as mídias segmentadas frente as mídias de massa. Dificulta o jogo para quem está dentro e facilita para quem está fora. As grandes empresas que estão dentro precisam reestruturar seu processo de comunicação, olhando para trás e para pequenos grupos importantes (como já estão fazendo em muitos casos e bastante tempo). Pequenas e médias empresas que estão fora podem entrar por esses grupos de formadores de opinião e fazer estrago junto ao grande público. Dificulta o jogo em equilibrar as ações de massa para gerar vendas versus as ações segmentadas para influenciar a formação de opinião.

Isso tudo é muito bom. Força a evolução dos estudos de mídia para segmentação de públicos geradores e multiplicadores de opinião. Torna o trabalho de mídia mais divertido, mais complexo e mais valorizado. Potencializa os resultados do trabalho integrado entre o planejamento, a criação e a mídia, que é muito mais do que uma tendência, é uma realidade do nosso processo de comunicação.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ao Largo da Mídia

A multiplicação das mídias é um fato marcante nos últimos anos. As vedetes, mais aguardadas, discutidas e badaladas, são sempre ligadas as mídias digitais, mas a multiplicação caminha em todas as direções, nos diversos meios e nas diversas mídias, nas que existem e principalmente que ainda não existiam.

Uma dessas mídias me chamava muita atenção há algum tempo: Ações de rua envolvendo imagens, objetos e pessoas. Agindo em gargalos urbanos, locais de grande concentração de pessoas, são utilizadas em busca de impacto, repercussão, formação de imagem e etc. São como mídias exteriores amplificadas, mais surpreendentes e com maior poder de sedução.

Outra característica comum, e muito curiosa, é o fato de não utilizarem veículos de comunicação para sua realização. No cenário de novas mídias, está é a que mais está ao largo da mídia, acontecendo sem o auxílio de nenhum meio formal de comunicação (televisão, rádio, jornal, revista, web, celular, cinema...), diferente da maioria de outras novidades, mais ao largo das mídias “tradicionais”.

Estas ações não são uma novidade, o seu foco é que mudou. Os recursos foram sempre bastante utilizados para ações promocionais, de ativação de marcas em pontos de venda ou consumo de produtos, com o objetivo principal de estímulo de vendas (mesmo que junto vendessem também posicionamento e imagem). Agora elas são utilizadas especificamente para venda de idéias, imagem de marca, posicionamento de produto. Ajudam a embolar ainda mais o escopo de trabalho entre as diversas especialidades de comunicação, mas, se vendem exclusivamente imagem e idéias, estão mais ligadas a propaganda do que a promoção de vendas.

Esse foi o tema da minha palestra no V Fórum ABA RIO de Excelência em Mídia. Vale listar alguns aspectos mencionados durante a apresentação que podem não estar claros no material sozinho:

- Pesquisas seriam fundamentais para “profissionalização” do segmento. O que dificulta e encarece a mensuração de resultados é que as ações são por natureza sempre inovadoras e diferentes.
- Na maioria dos casos o retorno é medido de acordo com a repercussão da ação na imprensa, mas alguns clientes aferem resultados muito positivos quando pesquisam.
- O retorno pesquisado ajudaria muito a dimensionar melhor as ações – volume de investimento, número de repetições, período de duração e praças para atuação.
- Muito do incentivo para que sejam feitas vem do genérico “não é muito caro” x “resultados estimados”.
- Ações como essas são muito utilizadas pelo Greenpeace. Apesar de suas causas serem um pouco maiores que as da propaganda, valem os exemplos e o benchmarking.
- Algumas alternativas de mídia de hoje já foram ações especiais ontem, como a utilização de banheiros de estabelecimentos, academias, aplique de outdoor...
- Fala-se muito sobre a proliferação das mídias, mas muito pouco sobre a proliferação do marketing. Novas terminologias surgem regularmente. Elas se multiplicam, se sobrepõem ou substituem uma as outras numa velocidade maior do que são compreendidas.
- Essa talvez tenha sido a maior contribuição deste trabalho, sobre a nossa relação com as terminologias de marketing. Se elas vieram para organizar, vamos exigir que cumpram o seu papel, para que muitas não fiquem só “fazendo marketing”.
- O último aspecto é em relação a legalidade das ações. Esse é o erro mais básico que se pode cair. Querer se aproveitar de situações, locais e momentos, esquecendo de aspectos legais e de respeito ao público que se deseja atingir.Temos que ter cuidado para o que se pretende que seja muito legal, não se torne ilegal.

Até a próxima, abraço.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

VI Semana de Carreiras Colégio PH – Um pouco mais sobre Comunicação, Publicidade e Mídia

A comunicação é uma engrenagem importante do mercado de consumo. O mercado de consumo é a mola do mercado de ações. O mercado de ações concentra a maior parte do dinheiro do mundo. A lógica do capitalismo é interessante: Ele é selvagem, oportunista e muitas vezes cruel, mas ao mesmo tempo, sua obsessão pelo crescimento está em conformidade com o movimento natural do mundo – maior população a cada dia, mais empregos, alimentos, roupas, moradias, etc. Gostemos ou não, o capitalismo gera empregos, oportunidades, estimula e acompanha o crescimento do mundo.

Entendido isso (se não ficou claro, discuta o assunto, troque idéias, não acumule incompreensão!), vem à lógica das empresas, vendendo produtos e serviços, visando à satisfação dos consumidores, atuando num mercado com grande concorrência e buscando sempre o lucro.

Neste processo, a comunicação é um recurso importante para as empresas. Elas precisam dialogar com os consumidores. E se comunicam com eles de diversas formas. Assim como você se comunica com as pessoas, e faz isso de diversas formas e em variados momentos: escola, amigos, situações de comércio, cotidiano, cordialidade... E utiliza muitas vezes diferentes meios: fala, expressões, gestos, telefone, e-mail, mensagens, bilhetes, blog, scraps... Com as empresas não é diferente. Não, é bem diferente. Calma aí, é igual ou diferente?

É igual devido à necessidade de se comunicar, ser entendido e atingir seus objetivos. É diferente na forma e no conteúdo. Gostaria uma empresa receber a mesma atenção dos seus consumidores que recebemos de um amigo quando nos comunicamos com ele.

As empresas utilizam principalmente as mídias de massa para se comunicar com os consumidores. É o meio mais barato para falarem com muita gente ao mesmo tempo. E não é só a propaganda que utilizam para isso. Quantas vezes não somos impactados por matérias, conteúdo dos veículos de comunicação, sobre o lançamento ou características de produtos? Curiosidades e informações sobre o mundo das empresas? Esse é um dos esforços de comunicação orquestrados pelas empresas. É fruto da atividade de Assessoria de Impressa.

Já a Propaganda é pensada e produzida como mensagem comercial, vendendo o produto/serviço ou construindo imagem para marca. A partir do pedido do Departamento de Marketing das Empresas, equipes nas agências de propaganda trabalham na criação da mensagem e na sua mídia, seleção dos espaços que ela aparecerá nos veículos de comunicação. Produtoras de vídeo, de áudio, de internet, fotógrafos e gráficas, produzem os materiais que serão veiculados. Empresas de pesquisa vendem informações sobre os hábitos de mídia dos consumidores, ajudando que os espaços e veículos mais adequados sejam utilizados. Essas empresas também fazem pesquisas que permitem aos anunciantes obterem informações sobre seus produtos ou sua comunicação.

O trabalho da propaganda não é fácil. Compramos um exemplar de jornal ou revista para ver suas matérias, assistimos televisão para ver os programas. O desafio da propaganda é ser percebida e lembrada, considerando o número enorme de mensagens publicitárias que recebemos todos os dias.

E as empresas não sobrevivem somente das mídias de massa. Elas aproveitam todas as oportunidades de contato com o consumidor que identificam ou acham adequada. Isso passa pela fachada da fábrica ou loja, da sua frota de automóveis ou caminhões, interior das lojas, comunicação do ponto de venda, eventos, patrocínios, embalagem, etc.

Veja em negrito em quantas áreas e atividades existem na área de comunicação. E isso não é tudo. Na postagem abaixo você poderá ver uma listagem com o resumo das atividades e diferentes áreas que o marketing das empresas utiliza nas suas estratégias de comunicação:

Resumo Principais Atividades de Comunicação

Marketing
Conjunto de ações que provêem o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor. Essas ações visam aumentar a aceitação e fortalecer a imagem de pessoas, idéias, empresas, produtos, serviços...
É o processo de atrair e manter o cliente, satisfazendo também as "necessidades" dos acionistas.
É comumente representado pelos 4Ps:Produto; Praça (tudo relacionado a distribuição e ao público consumidor); Preço (custo e condições comerciais);
Promoção (comunicação, tudo relativo a divulgação do produto ou serviço vendido).


Atividades de Comunicação

Propaganda e Publicidade
Arte e técnica de planejar, criar, executar e veicular mensagens de caráter informativo e persuasivo, por parte de anunciante identificado, mediante a compra de espaço de mídia. Como o nome já diz, fazer propaganda, tornar o produto conhecido, desejado, construir uma imagem, combater a lembrança do concorrente, incrementar vendas

Assessoria de Imprensa
Departamento de uma empresa ou escritório especializado que visa promover o relacionamento entre empresas, organismos ou indivíduos e os meios de comunicação.

Relações Públicas
Atividades empregadas por indivíduos, organizações ou empresas a fim de promover relacionamento favorável com o público em geral.

Marketing Direto
Ações de propaganda que procuram atingir o mercado de forma segmentada e obter respostas diretas e mensuráveis.

Promoção de Vendas
Atividades utilizadas para estimular a venda de produtos ou serviços, incluíndo recursos como prêmio, desconto, concurso, brinde...

Merchandising
Conjunto dos esforços feitos nos pontos de vendas, através de displays, cartazes, amostras. (Não confundir com a propaganda "não declarada" inserida no contexto editorial de programas de TV, do rádio, filmes ou espetáculos teatrais).

Cadeia de Negócios da Propaganda e Publicidade
- Agência de propaganda, promoções, incentivo, marketing direto, relacionamento, desing, internet e outras especialidades
- Veículos de comunicação, mídias exteriores e sites na internet
- Produtoras de Comerciais, áudio e internet
- Fotógrafos
- Gráficas e empresas fornecedoras dos mais diversos serviços complementares a elaboração de peças publicitárias, promoções, brindes...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

A Ficha Caiu

Esse termo tão comum nunca tinha me levado a fazer uma reflexão sobre o seu sentido, ainda mais considerando que os orelhões, os telefones públicos, já não usam fichas há muito tempo. Talvez você nunca nem tenha usado uma. Ao “cair à ficha”, você completava a ligação. Daí o significado de completar o sentido de alguma coisa, você entender, algo ficar claro (que coisa sensacional)!

No caso em questão, minha ficha já tinha até caído, mas não com esse sentido tão banal. Foi conversando com um técnico da área de TI. “Putz”, quando é que o pessoal da propaganda vai conseguir se reposicionar dessa forma! O CDP já não tinha status nenhum!!!

Mas, voltando para troca da placa mãe do meu micro, o “TI” (Técnico da Informação – acho que eu sou isso aí também...), disse que não valia a pena colocar agora o Windows Vista, porque ele ainda está em testes, adaptações, e exigiria alguns incrementos na minha máquina.

Quando esse sistema vingar, vai dar muito trabalho. Será como aqueles ciclos de upgrade que estavam meio sumidos do nosso cotidiano, nos forçando a fazer atualizações significativas de hardware. Vamos ter que melhorar interfaces, placas, memórias e HDs, violentamente. É isso o que mantém essa indústria.

Essa dinâmica, que alimenta a indústria da informática, é mais ou menos como a que alimenta o ciclo de vida dos carros no Japão: a cada sete anos, fica mais caro manter um carro velho do que troca-lo por um novo. Isso ajuda o país a manter a frota renovada, poluindo menos, a girar a indústria automobilística e alimentar a economia; ao menos enquanto os carros não evoluem como os computadores ou os telefones celulares, nos levando a precisar fazer isso sozinhos mesmo.

Aí, ainda trocando a placa, ele solta a perola: “Para colocar o “Vista” seria melhor comprar um micro novo, mas vale mais a pena esperar. As TVs em breve virão com HD de memória e acesso a Internet e você poderá selecionar melhor os aparelhos para usar em casa”.

A ficha caiu! Quer dizer que a Sansung é a grande concorrente da TV Globo? É isso mesmo? Sim, a Sony, a Philco, a Philips, a Gradiente, a LG, a Panasonic..., ao lançarem os produtos que revigorarão o negócio deles, forçarão uma enorme atualização de hardware, impulsionando ainda mais a fragmentação da mídia, a ampliação do controle e o número de opções no maior e mais importante aparelho de entretenimento dos nossos lares.

A indústria de televisores trabalhará significativamente contra a mídia de massa que ela mesma ajudou a criar! É mesmo muito interessante esse negócio de fichas, orelhões e aparelhos de TV...